Abertura do III Foco foi marcado por uma releitura histórica das teorias da comunicação e por uma aposta nas novas tecnologias como nova realidade midiática
Camila Fregona, Priscila Gonçalves, Fábio Malini
O primeiro dia do 3° FOCO teve como tema "A comunicação na contemporaneidade: novos paradigmas e contribuições teóricas"e foi mediado pela professora e chefe do Departamento de Comunicação Ruth Reis, que falou sobre as mudanças do curso nesses 30 anos de existência.
A manhã de palestras iniciou-se com o doutor Domingos Freitas Filho, professor da Universidade de Jales, SP. Freitas Filho definiu a criação do curso como um marco histórico, dando novas perspectivas para a sociedade capixaba.
A segunda parte coube à doutora Elizabeth Rondelli, professora da UFRJ. Ela acredita que a comunicação ainda é tratada como um objeto de estudo e não como uma ciência e, com as novas tecnologias, o receptor tem a chance de se tornar também produtor de informações. A Internet quebrou as barreiras de tempo e espaço e agregou novas formas de interação, observando-se o surgimento do modelo da sociedade em rede.
O último a falar foi o doutor Alexandre Curtiss, professor e coordenador do curso, que destacou a pós-modernidade como um marco. Avesso às novidades, ele considera um equívoco acreditar que essas novas tendências vão reinaugurar uma humanidade perdida.
A tônica do debate girou em torno das rupturas que as novas mídias provocam na teoria da comunicação, principalmente, porque trazem consigo um novo sujeito que comunica: não um sujeito que é comandado por uma forma empresa, mas, ao contrário, um sujeito que cria a sua própria mídia e seu próprio discurso. Rondelli citou exemplos como o fenômeno dos blogs e fotologs. Curtiss, apesar de identificar essa realidade, mostrou-se cético, ao declarar que é necessário dar mais tempo aos fenômenos da web para ver neles algum estatuto de transformação das formas clássicas de produzir e consumir comunicação.
A professora Ruth Reis interveio no debate perguntando à mesa se as novas tecnologias apontam para uma diminuição do poder do jornalista, por exemplo, como mediador social, então o que vai ser dos cursos de Comunicaçaõ Social. Curtiss respondeu que a preocupação dele era identificar de onde viria o financiamento para a atividade do jornalista autônomo à empresa. Ele próprio respondeu que vem dos mesmos lugares de sempre (do Estado e do capital). Rondelli afirmou que estamos em um ponto de mutação e que vamos construir essa nova figura produtiva, que é o profissional de comunicação da contemporaneidade.
Quem possuir mais informações sobre a palestra e quiser continuar ou alterar esse texto pode ficar à vontade. Ele começou com 900 caracteres e agora vai se ampliando. Isso é o legal da WEB: poder ampliar o grau de conhecimento sobre determinados fenômenos.